Volvo Ocean Race: etapa rumo ao Brasil começa intensa

Percurso de 7.600 milhas náutica será o mais difícil enfrentado pelos competidores da Volta ao Mundo.

Barcos partiram sábado (17/3) de Auckland, na Nova Zelândia, com luta pelo título da equipe de Martine Grael

Leg 02, Lisbon to Cape Town, day 2 on board AkzoNobel. Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 06 November, 2017.

A 7ª etapa da Volvo Ocean Race começou de acordo com a previsão meteorológica da largada em Auckland, Nova Zelândia, com ventos de até 30 nós na descida pela costa da Oceania e muita ação nas primeiras horas. A regata de 7.600 milhas náuticas deverá ser assim – com mais intensidade e frio – até Itajaí (SC), reta final da prova.

Neste início de perna, os barcos se revezaram na ponta, com destaque para a equipe Vestas 11th Hour Racing, que manteve a liderança na tarde desta segunda-feira (19/3). A etapa pelos mares do Sul deve ser concluída até 6 de abril.

Com a previsão da brisa do leste provocada por um anticiclone, a tática dos times no início do trecho é relativamente simples: mergulhar para o Sul o mais rápido possível.

O Vestas 11th Hour Racing volta a correr a Volvo Ocean Race depois de se ausentar em duas etapas por causa de um acidente. “É bom poder voltar para a água”, disse o comandante Charlie Enright. “Estamos um pouco atrás dos outros, mas acho que isso era esperado. Nós sabemos que tem muita coisa pela frente. É tudo ou nada”.

Mark Towill, co-skipper do Vestas, acrescentou: “Será uma regata de trabalho árduo e determinação”. A etapa tem pontuação dobrada e quem contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um ponto extra.

“A regata nos próximos três dias deverá ser bastante simples”, disse Kevin Escoffier, do Dongfeng. “Nós vamos direto para o Sul em direção ao limite de gelo, depois viramos para os pontos de alta pressão. Então, temos uma frente para passar e será uma história completamente diferente depois disso”‘.

Por enquanto, a liderança da Volvo Ocean Race é da Vestas 11th Hour Racing, seguido por equipe MAPFRE e o Team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, em 3º lugar.