Ana Sátila garante mais uma semifinal para o Brasil no Mundial de Canoagem Slalom


Competindo no C1 Feminino a atleta chegou em 12º lugar na primeira descida. Ontem (16), ela já havia garantido classificação no K1 Feminino

No segundo dia de competições Ana Sátila garantiu a sua segunda semifinal no Mundial de Canoagem Slalom, em Londres. Com o tempo de 115.65 segundos ela percorreu os 300 metros da pista do Lee Valley White Water Stadium disputando o C1 Feminino e tendo apenas uma penalidade na baliza número nove. “Não gostei muito na minha descida, mas foi como no K1. Tive muitos erros, mas consegui passar” comenta a brasileira que nessa sexta-feira (18) não terá disputas, mas irá para a água para treinamento. “Agora vou procurar manter a concentração e o foco para as semifinais” complementa.

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Sátila disputará a semifinal pelo K1 Feminino no próximo sábado (19), caso se classifique, a final também será realizada no mesmo dia. Já pelo C1 as duas provas ocorrerão no domingo (20).

Hoje também houve a disputa no C1 Masculino com três brasileiros na água. Felipe Borges, Thiago Serra e Leonardo Curcel realizaram as duas descidas da classificatória, mas não conseguiram chegar na semifinal. Curcel foi o mais rápido do trio fechando o percurso na segunda descida em 96.55 segundos com apenas uma penalidade na última baliza, mas ficou em 25o onde somente os dez melhores tempo conseguiam a classificação.

Na avaliação do treinador do Brasil Ettore Ivaldi houve um crescimento, mas ainda existe muito trabalho principalmente no C1 e C2 Masculino. “Precisamos trabalhar mais tecnicamente e também no físico dos atletas”, explica.

Nesta sexta-feira haverá mais brasileiros na água e será a vez da disputa pelo K1 Masculino. Pedro Gonçalves, Fábio Rodrigues e Ricardo Taques estarão na briga para tentar garantir vagas na semifinal para o Brasil. Gonçalves vem de um bom ritmo das etapas da Copa do Mundo onde conseguiu a classificação para a semifinal em todas as disputas. “Sem dúvidas, a confiança aumenta e sei do meu potencial” lembra Pepe.

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A voz da experiência em Mundiais

O treinador da Equipe Brasileira, o italiano Ettore Ivaldi, conhece como ninguém as disputas dos Mundiais de Canoagem Slalom. Em 1977, em Spittal, na Áustria, foi a primeira vez que então jovem de 15 anos viu como espectador o evento. Já na edição de 1987 realizada na cidade Bourg St Maurice, na França, Ivaldi participou como atleta do time italiano. “Na época fiquei em 21o lugar no K1 Masculino” recorda. Dois anos mais tarde em Mariland, nos Estados Unidos, ele conseguiu subir no pódio. “Ficamos em segundo lugar por equipes, foi uma boa história porque naquele dia conseguimos a primeira medalha para a Itália”, comenta.

No ano de 1994, foi a hora de abandonar as remadas e ingressar na carreira de treinador. “Eu virei um técnico regional do um clube de Verona (Itália), mas sempre acompanhava, não perdia um Mundial, eu ia assistir a todos”. Uma década depois veio a oportunidade de treinar em uma seleção do exterior (Espanha). “Fui pra lá para tentar classificar vagas para os Jogos Olímpicos e conseguimos no outro ano colocar três barcos para a edição de 2008 em Pequim”. A classificação ocorreu no Mundial Sênior de 2007 realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná. Nessa época foi técnico de Guille Diez-Canedo, o atleta que hoje virou seu braço direito na Equipe do Brasil, trabalho que ele chefia desde 2011.

Ivaldi busca levar toda a sua experiência ao longo de quase quatro décadas de Mundiais para os jovens atletas que tem uma média de idade de 21 anos. “Um trabalho que construímos a cada dia, porque o resultado sempre é uma consequência de um longo caminho, não existe mágica” explica.